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A Voz do Pastor › 17/01/2017

A Família e a Catequese

 

Caríssimos irmãos e irmãs

Depois das festividades natalinas e das férias merecidas vamos aos poucos retomando a caminhada natural das atividades cotidianas.

Há dois anos estou à frente da Paróquia Santo Antônio – Catedral Sé da Diocese de Piracicaba. Dos diversos assuntos que poderia apresentar neste artigo um me chamou a atenção… a catequese. Quem não se lembra do tempo da catequese? Guardo ainda na memória os “encontros de catecismo” na Paróquia Santa Cruz e São Dimas, as crianças, as catequistas, o padre, a minha família e principalmente o dia da primeira confissão e comunhão… fatos inesquecíveis.

Aqui na paróquia, me chamou a atenção o reduzido número de crianças, adolescentes e jovens que participam das atividades litúrgicas. Alguns já me disseram: “no centro a grande maioria das famílias são constituídas por pessoas idosas”. É verdade! Mas é verdade também que em outras cidades e comunidades semelhantes a nossa realidade as coisas são diferentes. Mas como diz o ditado popular: “Não adianta chorar o leite derramado”, vamos, portanto, arregaçar as mangas e trabalhar com entusiasmo e alegria.

Diante dos apelos do Evangelho e da V CELAM (Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho) precisamos tomar consciência do batismo que recebemos e se tornar de fato: discípulos e missionários do Senhor nesta pátria e neste tempo. Assim, convoco a todos para o grande mutirão a favor da catequese, isto é, ir à busca daqueles que são nossos e que estão nas nossas famílias. Pois, “no seio de uma família, a pessoa descobre os motivos e o caminho para pertencer à família de Deus. Dela recebemos a vida que é a primeira experiência do amor e da fé. O grande tesouro da educação dos filhos na fé consiste na experiência de uma vida familiar que recebe a fé, a conserva, a celebra, a transmite e dá testemunho dela. Os pais devem tomar nova consciência de sua alegre e irrenunciável responsabilidade na formação integral dos filhos”. (DA 118)

Por isso vamos procurar, achar e incentivar as famílias que ainda não participam a participarem da comunidade e a colocarem os seus filhos na catequese, pois sabemos que o pai e a mãe são as pessoas mais próximas dos filhos nos primeiros anos de vida. E ninguém melhor do que as pessoas da própria família para ensinar os elementos básicos da fé. Pois, as orações e os valores cristãos aprendidos no início da vida jamais serão esquecidos. Assim, a própria família coloca o alicerce da fé e nunca se esquecer que os pais são os primeiros catequistas de seus filhos.

Ainda em tempo alguns meios pelos quais as famílias podem enveredar e educar seus filhos: a) pelo testemunho da fé quando a família enfrenta com coragem e esperança os desafios para proporcionar aos filhos o necessário para crescerem com dignidade; b) pela Palavra que se dá pelo anúncio da mensagem cristã que sai da boca dos pais vai-se gravando na mente e no coração dos filhos e também da leitura bíblica principalmente das parábolas de Jesus; c) pela espiritualidade, pois toda pessoa nasce com o desejo de Deus plantado no coração pelo Espírito Santo. A espiritualidade é o cultivo desse desejo na oração, na escuta da Palavra, na liturgia e no serviço aos mais necessitados.

Acredito na grande mudança e também em tempos melhores para a catequese pois contamos com a graça de Deus, com as orações e boa vontade da comunidade, com o serviço generoso e disponível das catequistas e espero uma enorme abertura das famílias.

Um grande e forte abraço.

 

Mons. Ronaldo Francisco Aguarelli – Pároco

 

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