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A Voz do Pastor › 16/10/2017

DEUS SAI DE SI E NOS CHAMA A PARTICIPAR DA SUA VIDA

Caríssimos irmãos e irmãs:

A cada mês do ano a Igreja nos propõe um determinado tema para que possamos refletir, tomar consciência e dar respostas adequadas às circunstâncias pessoais, familiares, eclesiais e sociais. No decorrer deste ano já tivemos a oportunidade de apresentar os meses de Maria, do Padroeiro, das Vocações e recentemente o da Bíblia. Como tradição e necessidade da Igreja este mês é apresentado o mês das Missões.

Sinteticamente missão é sair de si e levar a alguém alguma coisa boa de si mesmo, da sua maneira de ser e de viver. Assim podemos compreender a ação e a missão de Deus na história da salvação. “Deus Pai sai de si para nos chamar a participar da sua vida e da sua glória”. Na plenitude dos tempos “a Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade”. Na linguagem teológica este processo da encarnação recebe o nome de “kenosis” que significa: esvaziamento, o termo é encontrado no novo testamento – na Carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses – como o esvaziamento de Jesus, está relacionado à sua divindade, mas precisamente ao deixar de lado seus atributos divinos sem perder sua natureza divina. Jesus deixa de depender de seu poder divino para depender do Espírito Santo.

Assim como o seu Mestre e Senhor, a Igreja não tem outro caminho a não ser este: sair de si mesma e levar às pessoas a Boa Nova de Jesus. No entanto, é preciso tomar muito cuidado para não anunciar a nós mesmos mas Aquele que nos enviou: “Vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus discípulos, batizando-os e ensinado-os a obedecer a tudo que tenho ordenado a vocês”.

A Igreja em todos os tempos sabedora do seu compromisso missionário e também recentemente em Aparecida durante a V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe renova os propósitos dos primórdios eclesiais, ou seja: a evangelização missionária é o tarefa essencial de todos os cristãos.

Por isso, no Documento de Aparecida vamos encontrar duas palavras de ordem que são estas: tornar-se discípulos e missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida para que todos Nele tenham vida e vida em abundância. Mas quais são as implicações deste chamado no cotidiano das nossas vidas?

Diante da condição de que somos uma “Assembléia” de pessoas convocadas para a missão, necessitamos renovar em nós o “querigma”, o primeiro anúncio, aceitar com docilidade que Jesus é o Salvador e Senhor das nossas vidas estreitando o vínculo pessoal com Ele. Não fomos nós que O escolhemos, mas foi Ele quem nos escolheu para para enviar-nos e anunciar a partir da convivência cotidiana. Com este vínculo alicerçado na amizade familiar Ele espera que produzamos frutos. Os frutos são produzidos pelos ramos que estão ligados ao tronco que os nutre com a seiva da vida. Alimentados por Ele vamos nos tornando semelhantes a Ele. E está semelhança deve-se acontecer principalmente na maneira de amar como Ele indo ao encontro de todos principalmente daqueles que mais necessitam, os pobres.

Assim, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe da sua missão , ao mesmo tempo que o vincula a Ele como amigo e irmão.
O Papa beno XVI nos reorda que “o discípulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa nova da salvação a seus irmãos. Discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda: quando o discípulo está apaixonado por Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só Ele salva. De fato, o discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro”.
Queridos irmão e irmãs: apaixonemo-nos por Cristo sejamos auteenticos discípulos e missionários Dele.

Um forte abraço a todos
Pe. Ronaldo Francisco Aguarelli
Pároco

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