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A Voz do Pastor › 03/11/2016

Jesus Cristo, Senhor e Rei do Universo

Caríssimos irmãos e irmãs:

Durante o mês de novembro encerremos o Ano Litúrgico de 2008 com a Solenidade de Cristo Rei. Mas qual a importância desta celebração na vida das comunidades e particularmente das pessoas?
Num mundo marcado pela competição e pelo domínio dos mais fortes sobre os mais fracos, o Senhor se apresenta enquanto simples e humilde dando-nos um exemplo a seguir, pois ele é o servidor da vida e da esperança.  É o que encontramos nas profecias de Zacarias: “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso. Ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta. Ele suprimirá os carros de guerra na terra de Efraim e os cavalos de Jerusalém. O arco de guerra será quebrado e Ele proclamará a paz entre as nações. Seu império estender-se-á de um mar a outro, desde o rio até as extremidades da terra”. (Zac 9,9-10).
Esta festa foi instituída pelo Papa Pio XI no dia 11 de dezembro de 1925 e era celebrada no último domingo de outubro, porém com a reforma litúrgica a mesma passou para o último domingo do tempo comum quando Cristo aparece como centro e Senhor da história, desde o início até o seu momento final, o “Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. (Ap 22,12-13).
Neste ano litúrgico domina a figura de Cristo que realiza a figura de Deus, pastor eterno de seu povo, “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. Como o pastor toma conta do rebanho… e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão” (Ez 34,11-17). Porém, no evangelho de Mateus encontraremos uma cena gigantesca do juízo universal, “quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, e se assentar em seu trono glorioso”. Nesse dia serão reunidas diante dele todas as nações para serem julgadas cada uma segundo o seu comprometimento com o evangelho anunciado. Será o momento em que se manifestará todo poder e plenitude da realeza de Cristo: “Ele entregará o Reino a Deus Pai, depois de ter destruído todo principado, toda a autoridade, todo poder, pois é preciso que ele reine, até que tenha posto todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. O último inimigo a ser destruído será a morte” (Mt 25,31-46). Então, finalmente, “Deus será tudo em todos” (I Cor 15,20-28).
Reconhecemos que o Cristo é o rei supremo, mas o que devemos fazer para adentrar no seu reinado?
Eis algumas indicações: Conversão Sincera: “Convertei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4,17); ter coração de pobre: “Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3); suportar perseguições e sofrimentos por motivo sobrenatural: “Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque o reino dos céus é para eles” (Mt 5,10); ser mais perfeito que os escribas e fariseus: “Eu vos digo se a vossa virtude não superar a dos escribas e fariseus não entrareis no reino dos céus” (Mt 5,20); cumprir a vontade de Deus: “Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas o que faz a vontade de meu Pai que estás nos céus” (Mt 7,21); imitar as criancinhas naquelas virtudes que lhes são peculiares: “Em verdade vos digo que, se não mudardes e não vos tornardes como criancinhas, não entrareis no reinos dos céus!” (Mc 10,15). Praticar a caridade cristã: “Vinde benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e me deste de comer…” (Mt 25,34-36).
Caríssimos irmãos e irmãs grande é o desafio, mas sempre vale a pena se colocar a serviço do Senhor em vista da construção do reinado de Deus aqui na terra. Se enormes são os desafios que devemos enfrentar diariamente, infinitamente maior é a graça que Deus nos concede para a realização do seu propósito, basta acreditar, arregaçar as mangas, “sujar as mãos” e modelar os nossos corações com as atitudes e os valores do reino vividos e revelados por Jesus nos evangelhos. E que no final da história possamos ser acolhidos pelo Senhor, supremo rei-pastor do universo.

Padre Ronaldo Francisco Aguarelli
Pároco

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