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A Voz do Pastor › 02/08/2016

“Quem quiser ser grande entre vós, que se torne vosso servidor”

Praying-Hands-2007[1]

Muitas vezes não sabemos pedir…  Às vezes as nossas orações escondem interesses particulares ou até egoístas. No capítulo vinte do evangelho de Mateus encontramos a mãe dos Zebedeus, isto é, de Tiago e João no qual apresenta um pedido a Jesus: “Ordena que, quando reinares, estes dois filhos meus sentem um à tua direita e outro à tua esquerda” [2]. Sem entrar nos méritos dos futuros apóstolos e também no coração “apaixonado” desta mãe. Jesus aproveita do fato para apresentar um ensinamento novo à comunidade dos discípulos e discípulas. O ensinamento do Mestre parte da sua atitude fundamental, isto é, o “Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate por todos[3].

Na história da salvação e na hagiografia da Igreja encontramos uma multidão de homens e mulher que em vida tornaram-se testemunhas autênticas do Cristo servidor. Dentre muitos destacamos a vida e o ministério de São Lourenço, diácono e mártir da Igreja.

Lourenço, o jovem e heróico diácono figura entre os santos mais populares da Igreja Romana. Escreve o Papa são Leão: “Quando brilham os fachos dos levitas, Roma é também ilustrada por Lourenço, como Jerusalém o foi por Estevão”. Era discípulo do Papa Sisto II, tinha o privilégio de ser o primeiro assistente do papa no altar e era também encarregado da administração dos bens da Igreja e do cuidado dos pobres. Durante a perseguição de Valeriano (253 a 260) Sisto II foi condenado à morte. Lourenço desejava ardentemente ser imolado com o pai de sua alma e dizia: “Pai, onde vai sem teu filho? Onde vais, sacerdote sem teu diácono? Em que te desagradei? Experimenta-me novamente e vê se sou indigno de minhas funções na Igreja. Assim Sisto lhe respondeu: “Eu não te abandono meu filho. Um combate maior pela fé te está reservado… Cessa de chorar, em três dias tu me seguirás”. Tendo-o assim consolado, o pontífice ordenou a seu diácono que distribuísse os bens da Igreja aos pobres. Intimado pelo prefeito de Roma a entregar os bens da Igreja, Lourenço reuniu os pobres e doentes e depois os apresentou ao prefeito: “Eis os tesouros da Igreja”. Logo depois o diácono foi condenado à morte e assim recebeu o prêmio de herói cristão.   São Lourenço é celebrado no dia 10 de agosto, por isso no mesmo dia é comemorado o Dia do Diácono.

Desde os primórdios da Igreja encontramos a vocação diaconal. Como não lembrar a passagem registrada no capitulo sexto do livro Atos dos Apóstolos? Quando diante das súplicas das viúvas de língua grega os apóstolos reunidos com a comunidade escolheram sete homens honrados, cheios do Espírito Santo e de prudência.

Depois de séculos “adormecida”, a vocação diaconal voltou para ficar, mas qual a vocação-missão do diácono? Dado que o diácono permanente é simultaneamente pai e esposo, exerce uma profissão civil e se consagra à comunidade eclesial pelo sacramento da Ordem, sua vocação abrange vários aspectos. Na verdade, são três grandes dimensões: familiar, profissional e eclesial.  O Papa João Paulo II escreveu: “O diaconato empenha ao seguimento de Jesus, nesta atitude de serviço humilde que não só se exprime nas obras de caridade, mas investe e forja o modo de pensar e de agir[4] e no Documento do Puebla encontramos que “o carisma do diácono e ser sinal sacramental de Cristo-Servo”.

Nossa gratidão eterna aos diáconos da Diocese de Piracicaba e de maneira especial ao Diácono Luiz Venturini, o “nosso” grande colaborador.

Pe. Ronaldo Francisco Aguarelli – Pároco

[1] Mt 20,26

[2] Mt 20, 21

[3] Mt 20,28

[4] L’Osservatore Romano, ed. portuguesa, n. 43 (24/10/93), p 12).

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