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A Voz do Pastor › 15/02/2016

A Família e a Catequese

jesusecriancasCaríssimos irmãos e irmãs.

Depois das festividades natalinas e das férias merecidas, vamos aos poucos retomando a caminhada natural das atividades cotidianas.

Há um ano estou à frente da Paróquia Santo Antônio – Catedral Sé da Diocese de Piracicaba.

Dos diversos assuntos que poderia apresentar neste artigo um me chamou a atenção… a catequese. Quem não se lembra do tempo da catequese? Guardo ainda na memória os “encontros de catecismo” na Paróquia Santa Cruz e São Dimas, as crianças, as catequistas, o padre, a minha família e principalmente o dia da primeira confissão e comunhão… Fatos inesquecíveis.

Aqui na paróquia, me chamou a atenção o reduzido número de crianças, adolescentes e jovens que participam das atividades litúrgicas. Alguns já me disseram: “no centro a grande maioria das famílias são constituídas por pessoas idosas”. É verdade! Mas é verdade também que, em outras cidades e comunidades semelhantes à nossa, as coisas são diferentes. Mas, como diz o ditado popular, “Não adianta chorar o leite derramado”. Vamos, portanto, arregaçar as mangas e trabalhar com entusiasmo e alegria.

Diante dos apelos do Evangelho e da V CELAM (Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho) precisamos tomar consciência do batismo que recebemos e nos tornarmos de fato: discípulos e missionários do Senhor, nesta pátria e neste tempo. Assim, convoco a todos para o grande mutirão a favor da catequese, isto é, ir à busca daqueles que são nossos e que estão em nossas famílias, pois, “no seio de uma família, a pessoa descobre os motivos e o caminho para pertencer à família de Deus. Dela recebemos a vida que é a primeira experiência do amor e da fé. O grande tesouro da educação dos filhos na fé consiste na experiência de uma vida familiar que recebe a fé, a conserva, a celebra, a transmite e dá testemunho dela. Os pais devem tomar nova consciência de sua alegre e irrenunciável responsabilidade na formação integral dos filhos”. (DA 118)

Por isso vamos procurar, achar e incentivar as famílias que ainda não participam a participarem da comunidade e a colocarem os seus filhos na catequese, pois sabemos que o pai e a mãe são as pessoas mais próximas dos filhos nos primeiros anos de vida. E ninguém melhor do que as pessoas da própria família para ensinar os elementos básicos da fé. Pois, as orações e os valores cristãos aprendidos no início da vida jamais serão esquecidos. Assim, a própria família coloca o alicerce da fé sem esquecer que os pais são os primeiros catequistas dos filhos.

Ainda em tempo, eis alguns meios pelos quais as famílias podem enveredar e educar seus filhos: a) pelo testemunho da fé: quando a família enfrenta com coragem e esperança desafios para proporcionar aos filhos o necessário para crescerem com dignidade; b) pela Palavra: que se dá pelo anúncio da mensagem cristã pela boca dos pais vai se gravando na mente e no coração dos filhos e pela leitura bíblica, principalmente das parábolas de Jesus; c) pela espiritualidade: pois toda pessoa nasce com o desejo de Deus plantado no coração pelo Espírito Santo. A espiritualidade é o cultivo desse desejo na oração, na escuta da Palavra, na liturgia e no serviço aos mais necessitados.

Acredito na grande mudança e também em tempos melhores para a catequese, pois contamos com a graça de Deus, com as orações e boa vontade da comunidade, com o serviço generoso e disponível dos catequistas e espero uma enorme abertura das famílias.

Um grande e forte abraço.

Pe. Ronaldo Francisco Aguarelli
Pároco

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