Praça da Catedral, s/nº - Centro - CEP: 13400-150 - Piracicaba-SP

(19) 3422-8489
Pastoral da Saúde

Pastoral da Saúde

“Curai os enfermos!” (Mt 10,8). A Igreja recebeu esta missão do Senhor e esforça-se por cumpri-la tanto pelos cuidados aos doentes como pela oração de intercessão com que os acompanha. Ela crê na presença vivificante de Cristo, médico da alma e do corpo. Esta presença age particularmente por intermédio dos sacramentos e, de modo especial, pela Eucaristia, pão que dá vida eterna a cujo liame com a saúde corporal São Paulo alude. [CIC 1509].

Na tradição litúrgica, tanto no Oriente como no Ocidente, constam desde a Antiguidade testemunhos de unções de enfermos praticadas com óleo santo. No curso dos séculos, a Unção dos Enfermos foi cada vez mais conferida exclusivamente aos agonizantes. Por causa disso, recebeu o nome de “Extrema-Unção”. Apesar desta evolução, a liturgia jamais deixou de orar ao Senhor para que o enfermo recobre a saúde, se tal convier à sua salvação. [CIC 1512].

A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos:  a união do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de toda a Igreja; reconforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice; perdão dos pecados, se o doente não pode obtê-lo pelo sacramento da Penitência; restabelecimento da saúde, se isso convier à salvação espiritual e a preparação para a passagem à vida eterna. [CIC 1532].

Sabemos que a vida e a saúde física são bens preciosos doados por Deus. Devemos cuidar delas com equilíbrio, levando em conta as necessidades alheias e o bem comum. [CIC 2288].O cuidado com a saúde dos cidadãos requer a ajuda da sociedade para obter as condições de vida que permitam crescer e atingir a maturidade: alimento, roupa, moradia, cuidado da saúde, ensino básico, emprego, assistência social.

A Pastoral da Saúde tem por objetivo “evangelizar com renovado ardor missionário o mundo da saúde, à luz da opção preferencial pelos pobres e enfermos, participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida”. É uma ação evangelizadora de todo o povo de Deus, comprometido em promover, preservar, defender a saúde e celebrar a vida, tornando presente no mundo da saúde a ação libertadora de Jesus.

Mas o que é ter saúde?

Para a Organização Mundial da Saúde, para a Constituição Brasileira, para o Sistema Único de Saúde, ter saúde é ter qualidade de vida. E, ter qualidade de vida é ter todas as necessidades básicas satisfeitas. É ter direito à moradia, emprego, salário justo, alimentação, escola, transporte, lazer, atendimento médico digno, enfim é ter tudo que uma pessoa humana precisa para viver bem.

Para o cristão, ter saúde é ter vida plena nos níveis físico, mental, social e espiritual. É viver em harmonia consigo mesmo, com as outras pessoas, com a natureza e com Deus.

Após este encontro de fortalecimento espiritual, os agentes saem em duplas para as visitas aos enfermos, que foram previamente avisados.

Nas visitas, além do apoio espiritual, através das orações, o agente da pastoral da saúde verifica se há alguma necessidade material a ser atendida. Se houver, socorre-se dos recursos provenientes da Pastoral do Dízimo.

Em situações especiais e sempre que necessário, o sacerdote atende diretamente o doente para ministrar os sacramentos da Confissão e da Unção dos Enfermos.

Com este trabalho, os agentes da Pastoral da Saúde procuram dar ao doente e à sua família o apoio que fortalece e assim procuram “erguer os que estão humilhados (pela doença), doar-se aos pequenos e aos pobres e nas trevas (da doença) brilhar como luz.

Requisitos necessários para o Agente da Pastoral da Saúde ou Visitador de Doentes:

Equilíbrio psicológico: é preciso saber controlar as emoções; participação na vida da Comunidade Paroquial; básico conhecimento da bíblia e da doutrina cristã católica; facilidade de comunicação e capacidade de dialogar em situações de sofrimento e conflito; capacidade de acolher os sofrimentos, as esperanças e as alegrias das pessoas; saber trabalhar em equipe e ter visão sobre a pastoral de conjunto; tem que ser um perito em “medicar a dor da alma”, etc.